dos tesouros

Há em cada corpo um tesouro oculto,  não porque é roubo, fruto de conquistas sanguinárias, mas porque é presente reservado aos que se encantam com surpresas, aos que se comprazem no gozo da procura. E são os olhos que indicam o caminho desse tesouro que do próprio corpo se esconde. É preciso encontrar quem nos saiba ler os indicios que nesses olhos se iluminam a cada toque, a cada palavra dita em tom de sortilégio. Todo corpo anseia por quem lhe venha desenterrar tesouros.