do coração

“… onde está o teu tesouro aí estará também o teu coração.”

Há quem procure tesouros. A cartografia deve a esses um forte impulso que em nada contribui para o conhecimento da geografia íntima. A eles, portanto, se atribui parte de nossa ignorância e seu crescente aprofundamento.

O coração é o que busca silenciosamente o cartógrafo. A ambiguidade da frase não é fortuita ou involuntária, mas a chave dessa procura  (e desse encontro). A geografia íntima não tem outro objetivo, mas torná-lo explícito apenas confundiria o neófito. E haverá quem jamais o compreenda. Esses deixarão mapas e tesouros enterrados, do coração esquecidos.